Viagens

Viajar para Buenos Aires.

8 de junho de 2014

O  texto a seguir faz parte da série “Na Contramão da Copa” – relatos com dicas sobre a minha viagem de férias para Buenos Aires. Todas as opiniões são pessoais e não ganhei nada para publicá-las. 

Um mês atrás, estava conversando com meu marido sobre possíveis destinos para as férias prolongadas devido a copa do mundo. A priori, pensamos em correr para o interior e aproveitar o São João, mas a ideia de ficar dias e mais dias sofrendo com a fumaça dos fogos (ambos temos rinite), meu cabelo morrendo devido as fogueiras espalhadas pela cidade, um maldito forró eletrônico que o pessoal não dança, mas transa na frente de todo mundo, além de muita chuva, lama, cheiro de cerveja e empurra-empurra, não nos agradou. Devo ainda acrescentar um ponto muito importante: “ficar na casa de parentes de novo? Nunca mais!” Não que tenhamos alguma raiva escondida pelos nossos parentes – não é nada disso. Mas se hospedar na casa de parentes é terrível: nada de privacidade, sussurrar durante a madrugada para não atrapalhar aqueles com mais idade que dormem cedo, sem contar que sempre rola uma baixaria. Ficamos desmotivados porque nos encontrávamos com uma lista bem reduzida. Logo depois, meu marido teve uma ideia interessante: “vamos aproveitar o inverno e ir para algum lugar frio”, e claro que pensamos ao mesmo tempo GRAMADO! Até que não foi uma escolha ruim… até entrar no site decolar.com e nos decepcionarmos com os valores absurdos para uma semana. Veja bem, não estou dizendo que o lugar não é lindo, mas ainda é uma viagem nacional, entendem? Em seguida, vieram cruzeiros (eu tenho pavor a mar), pensamos no Chile (mas esquiar não combina conosco), sempre tivemos aquela ideia meio que sem noção de achar que Chile equivale a esqui e não somos as figuras mais certas para praticar algum tipo de esporte. Até que pensamos “e por que não, Buenos Aires?” A ideia meio que nasceu enquanto estávamos sentados diante a agente de viagem Isabela Rebello, filial da CVC no Salvador Norte – muito atenciosa, paciente e esclarecedora. Fizemos o orçamento e ficamos sem acreditar, como assim era bem (bem mesmo) mais barato ir para Buenos Aires a visitar Gramado? E acreditem, muito mais barato, além de fazer uma viagem internacional, ver uma cultura bem diferente, assim como a língua. Não deu outra, escolhemos na hora.

O preço estava bem agradável com tudo completo: passagens, hospedagem, translado, passeios e show de tango. Achamos incrível! Voltaríamos em dois dias para fazer o pagamento. Parti para a internet visando verificar cada passeio e o show que estava em nosso pacote, e tive aquele raciocínio rápido que só ocorre em momentos especiais e quando menos esperamos “por que irei perder meus sete dias em Buenos Aires em passeios guiados? Qual a porra da graça em tudo isso?”

Perderíamos um tempo precioso da nossa viagem indo de um lado a outro da cidade só para pegar city tour, visitar zoo, passear de catamarã, ver um show de tango… E quando finalmente sentamos para discutir os pontos da viagem, percebemos que não queríamos nada disso, não eram passeios que tinham algo a ver conosco. É neste ponto que entra o bom senso de cada casal. É preciso se conhecer bem e ter suas opiniões e personalidades atendidas e respeitadas, se você quer mesmo aproveitar o melhor de uma cidade, terá bastante trabalho para fazer quase que tudo sozinho, no entanto, o gostinho de passear pelos lugares escolhidos por você e que combinam perfeitamente com o casal é o tipo de experiência que estamos procurando. Não somos o tipo de pessoas que ficam empolgadas em assistir show de tango, sentados em cadeiras, tomando algo e vendo dois dançarinos se divertindo ao som de uma música típica. Nós queremos fazer nosso próprio tango! Prometi ao meu marido que poderíamos abdicar de todos os passeios, eu ficaria responsável em montar nosso roteiro completo pelas ruas portenhas e que combinasse bastante conosco e a ideia que tínhamos para as férias perfeitas.

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Vou dar a primeira dica essencial: PLANEJAR! Isso mesmo, delícia! Planejamento é a base de tudo. Foram dias e mais dias, lendo e relendo diversos blogs sobre pessoas que viajaram para Buenos Aires, e de brasileiros vivendo por lá. Acreditem, a lista é imensa! Informação é o que não irá faltar! Nós temos um diferencial a mais por eu saber Espanhol, então todas as primordiais frustrações e medos que poderiam ocorrer com a língua estrangeira, foi imediatamente esquecida. Dale! Agora, precisávamos pesquisar hotéis, translados, o melhor horário para chegar lá, qual dos aeroportos escolher… São centenas de detalhes importantíssimos. E tudo deve ser anotado. Em meu caso, parti para adicionar tudo em uma planilha completa. Não deu outra, facilitou bastante.

Após uma semana de bastante leituras e mergulhar fundo na cultura portenha, nos sentíamos seguros em optar somente por hospedagem no centro de Buenos Aires e as passagens de ida e volta. Economizamos cerca de TRÊS MIL REAIS!

Eu darei algumas dicas de como procurar informações e os pontos que precisam ser levados em consideração na hora de planejar a sua viagem. Dale? Dale!

Pesquise os documentos oficiais obrigatórios para entrar no país de destino. Para entrar na Argentina não é obrigatório o passaporte, ou seja, se você não tem e quer economizar cerca de uns R$156,00 reais e as filas, vá com sua carteira de identidade. No entanto, verifique se sua carteira tem menos de dez anos, se a foto é atualizada e se não existe nenhuma ponta meio aberta. Eu recomendo tirar uma nova, sai menos de R$20,00 reais e você se sentirá bem mais seguro. CARTEIRA DE MOTORISTA NÃO VALE! Só RG!

 

  • Pesquise sobre o clima na época que irá. Se estiver muito longe da suposta data de viagem, recomendo que procure pelos blogs comentários acerca as estações do ano em determinada cidade. No caso de BA (Buenos Aires), as estações são bem definidas, então inverno é inverno, não necessariamente que irá chover bastante, mas é bem frio. Para quem é do sul do Brasil, talvez não sentirá tanta diferença assim, mas em casos como o meu que sou nordestina com toda a certeza sentirei um frio absurdo, visto que em média está batendo 10 graus por lá. Um ótimo site é: CLIMATEMPO.
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Puerto Madero

 

  • Escolha o aeroporto de acordo com as suas necessidades e custos. Há dois aeroportos lá: Ezeiza – maior e mais utilizado, ou seja, sinônimo de fila. Fica uns 40 ou 50km de distância do centro de Buenos Aires, logo, a única vantagem de escolher o Ezeiza está relacionado ao Duty Free, porque é bem amplo e completo. O outro é o Aeroparque – é bem menor, tem um pequeno Duty Free, no entanto, fica uns 15 minutos de distância do centro portenho. Escolhemos, claro, o Aeroparque.
  • Evite translados! Sério, evite. Pela agência de viagem iríamos pagar R$408,00 reais só de TRANSLADO! Questionamos se o caro era forrado de “pele de panda”. Depois procuramos translados por lá, e acreditem, eles metem a faca em turista. Não iríamos pagar R$200,00 reais. Táxi em BAs é muito barato, sempre coverta a moeda para você ter uma ideia do quanto irá gastar. Talvez duzentinhos não se pareça caro para o que estamos acostumados, porém, para os padrões da cidade portenha é sim um absurdo. Não se esqueça que a gasolina lá é mais barata do que aqui! Iríamos usar um táxi de lá, mas sou muito paranoica, e não queria ser enganada por nenhum taxista, logo, optamos pelo serviço de remises: seguro, um pouquinho mais caro em comparação aos táxis que ficam do lado de fora do aeroporto, e você não terá sustos com o valor da corrida, até porque, você paga esse valor antes de pegar o táxi, na própria cabine da empresa que fica na região de desembarque.
  • Antes de escolher o hotel, escolha em qual bairro deseja ficar. Pesquise sobre a vida noturna, os restaurantes, os pontos turísticos, todos os detalhes importantes, afinal, tudo irá influenciar em sua estadia adequada. Escolhemos o centro. Fica perto dos principais pontos turísticos, como o Obelisco, Café Tortoni (tomaremos café-da-manhã lá todos os dias), Plaza de Mayo, Casa Rosada, Teatro Colón, entre outros. Sem contar que a região é rodeada de pubs irlandeses, restaurantes bodegones (bem família, e botecos com estilos) e a facilidade de ter estações de metro e ônibus. Dizem que durante a noite não é movimentado por ser uma região de negócios. Veja bem, se em minha cidade, Camaçari, eu não ando a noite a pé, por que diabos farei isso em Buenos Aires? Sejamos mais espertos, correto? Táxi está aí para dar comodidade e segurança. Porém (atenção aqui), somente usem os serviços de RÁDIO-TÁXI. Nada de se aventurar no meio da rua em busca de qualquer táxi, ok? Rádio-táxi é um sistema seguro de táxis, todos devidamente cadastrados e com taxímetro.
  • Aproveitando o ensejo sobre táxi, nada de pagar táxi com notas altas, ok? Em Buenos Aires roda muita, muita nota falsa, e alguns taxistas espertos pegam sua nota de Cien Pesos, trocam rapidamente (você nem nota!) e te devolvem uma nota falsa alegando que não possuem troco, ou pior, dizem que você pagou com uma nota de dez! Olha, não se sinta a pessoa mais esperta do mundo, certo? Nada de falar “isso não irá acontecer comigo”, todos estamos propícios a ser enganados, ou seja, precaução nunca é demais! Recomendo que procure uma leitura complementar sobre isso, como por exemplos “principais golpes dos taxistas porteños”, você encontrará dicas maravilhosas!
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Café Tortoni

  • Nunca escolha seu hotel baseado nas fotos do site decolar.com, a maioria nem são atualizadas! Sem contar que a gerência dos hotéis mandam as fotos. Eu fui nessa de escolher o hotel pelo decolar e me arrependi! Cheguei na agência falando que queria aquele e tals, estava segura e logo depois, quando pesquisei bem melhor, percebi que tinha sido uma péssima escolha! Por sorte, conseguimos trocar sem nenhuma taxa adicional, só a diferença de um hotel para outro. Não se esqueça da regra básica “esmola demais, vem porra aí!” Use os serviços gratuitos de sites como tripadvisor (o melhor nesse quesito!) – as fotos são discriminadas, quando enviadas pelo pessoal que já se hospedou e pela gerência. Você terá uma visão bem esclarecedora e mais segura sobre a estrutura, atendimento e localização do hotel. Sempre leia os comentários de quem já se hospedou, antes de se decidir. Contudo, nada de ficar nos comentários apenas de um único site, leia o máximo de comentários possíveis em diferentes sites. Leia comentários com uma estrela e com cinco, sempre vá de um ponto a outro, sem preguiça! Também acho que precisa aplicar o bom senso nessa hora. Tem gente que dá uma estrela para o hotel alegando que a roupa de cama não era trocada TODOS OS DIAS. Olha bem, é minha opinião, certo? Mas se você ficará no quarto TODOS OS DIAS, qual a necessidade de trocar TODOS OS DIAS? Nem na sua casa é assim. É claro que eu exijo lençóis limpos e toalhas também (sendo que sempre levo a minha toalha de corpo e de rosto). Não espere que o café-da-manhã de lá seja tão farto quanto o daqui, afinal, culturas diferentes até mesmo em relação a comida. Somos acostumados a mingau, cuscuz, calabresa, carne de sertão, bolos de milho, cenoura, cereais, queijos, e etc. Lá é bem comum: manteiga, medialunas (croissant), café, leite, suco e um tipo de queijo. E TODOS RECLAMAM QUE É SEMPRE A MESMA COISA! Vá preparado! Como nosso hotel fica 100m de distância do Café Tortoni, nem passarei pela área de alimentação. Algo que sinto necessidade em ter é COFRE NO QUARTO! Alguns hotéis dizem que possuem cofre, mas quando você chega lá o cofre fica na recepção, e por favor, isso é terrível, além de cobrar uma taxa extra para o uso. Mesmo que sua agente de viagem certifique-se que tem cofre, não custa nada mandar um e-mail perguntando se o cofre fica dentro do quarto e se há algum custo. É preciso ter certeza se o cofre fica dentro do quarto, ok? Arranha aí no espanhol e mate suas dúvidas!
  • Faça seu roteiro de acordo com a personalidade do casal. Se você quer bancar o turistão (e nada tenho contra) e seguir os pontos turísticos que todos visitam, sendo que fará o casal feliz, vá sem medo! Em nosso caso, não achamos graça em visitar zoo, até porque sinto pena dos animais; evitaremos passeios por jardins, exceto o Jardim Japonês que é uma opção, mas não caminho obrigatório. Eu não quero saber se alguém falar “foram para BA e não conheceram o La Boca?” Meu bem, dane-se o La Boca! Eu fui para bem eu queria! Se o bairro não tem nada que atraia a sua atenção, por que ir? Para mim, a lógica passa longe! Logo, nosso roteiro está todo baseado nas experiências que queremos viver por lá, o que acabou incluindo um espetáculo maravilhoso que mistura dança e teatro: FUERZA BRUTA – compramos os ingressos pela internet. Lembra-se que comentei “abrimos mão do tango”, pois bem, adicionamos o FUERZA BRUTA, que acabou saindo mais barato e será milhões de vezes melhor. Segue o link com algumas cenas do espetáculo:
  • COMIDA!!! Meu amor, eu sou gorda, ou melhor, eu e meu marido somos gordos lindos e maravilhosos! E claro que o termo VIAGEM GASTRONÔMICA ecoa de nossos olhos. Escolhemos vários restaurantes e pubs interessantes. Dividimos tudo por bairro. Nossa ideia é visitar um bairro diferente por dia, e depois voltar naqueles que mais nos identificamos. Assim, associamos as atrações turísticas junto com o lugar certo para comer.
  • Se não sabe espanhol, tudo bem, mas recomendo que aprenda a falar certas frases, como: pedir um táxi, os tipos de cortes de carne, saber as taxas cobradas nos restaurantes (diferenciar cubierto de propina – gorjeta), e etc. Coisas básicas podem facilitar bastante a sua viagem!
  • Olha, eu sou uma pessoa bastante direta, assim como o meu marido, e não queremos abordar ninguém na rua para pedir informação sobre “como chegar na rua tal?” Por favor, estamos na era dos aplicativos para celular, pra que se arriscar em parar uma pessoa e depois se arrepender? Eu sou paranoica, já disse, então todo cuidado é bem-vindo. Há milhares de aplicativos que facilitarão sua viagem, tem de tudo um pouco. O pessoal do blog Aires Buenos fez um post muito útil!
  • Segurança: não dê bobeira! Simples e direto. Se no Brasil você não ficaria dando bobeira, por que diabos em outro país quer bancar o turista alienado? Se manca!
  • Antes de fazer qualquer pergunta para os donos de todos os blogs que utilizou para fazer suas pesquisas, tenha certeza se não há algum post abordando sua dúvida. Tenho quase certeza que terá. E se por acaso estiver muito desatualizado, faça mais uma busca, e só depois disso incomode as pessoas. Tenha consciência que os donos das páginas não são seus guias particulares ou central de atendimento. Mais uma vez o bom senso te salvará e é capaz de sair com amizades dessas situações.

Ufa! Terminei! 

Espero que todas as minhas dicas tenham ajudado de alguma forma. Estou pensando seriamente em dar continuidade aos posts, mas ainda não tenho certeza. De qualquer forma, seguir as dicas supracitadas facilitará bastante a sua viagem e poderá desfrutá-la bem melhor e com mais segurança. Se gostaram, compartilhem o post em suas redes sociais e qualquer dúvida basta deixar um comentário.

Besitos!

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6 Comments

  • Reply Vitória 8 de junho de 2014 at 14:05

    Antes de tudo: eu adoraria que você desse continuidade aos posts sim!
    Adoro a maneira que tu escreve essas coisas coisas, leve e divertido. Mesmo sem ter uma viagem marcar ou sem expectativa de viajar nesses anos (oh :/), eu adoooooooorei esse post! E eu realmente espero que você e seu marido se divirta muito por lá, muito. Que façam o seu próprio tango!!!
    Muito amor pra ti. <3

    • Faah Bastos
      Reply Faah Bastos 8 de junho de 2014 at 17:24

      Eu darei continuidade sim, com certeza! Ainda tem muito a falar sobre a cidade portenha. Talvez eu faça um post sobre o que não pode faltar em uma mala, e assim que voltar detalhes sobre o roteiro que escolhemos, os restaurantes e outros detalhes. Obrigada pelo comentário, meu anjo!

  • Reply Fernanda Rodrigues 8 de junho de 2014 at 23:26

    Faahzuda, adoro o jeito como você escreve!
    Sério! É tão sincero e acolhedor!
    Tenho certeza que você vai se divertir muito com essa viagem! (Será LINDO te ver!)
    Eu morro de vontade de ir a BA, então nem preciso dizer que esse post foi super útil, né?! Vou guardar todas as dicas!
    Dê continuidade aos posts sim!

    Um beijo,

    http://www.algumasobservacoes.com/

    • Faah Bastos
      Reply Faah Bastos 9 de junho de 2014 at 12:03

      Fêlícia!
      Obrigada, meu bem! Acho que textos assim precisam ser mais leves, diretos…
      Fico muito feliz de te ver por aqui, de verdade!
      Ah, espero mesmo me divertir bastante por lá, e o mais gostoso: iremos nos encontrar! Gente, eu vou poder te abraçar! Vai ser tão lindo!
      Darei sim continuidade a série, acho que acabará sendo muito útil.
      Besitos!!!

  • Reply Mariano 10 de junho de 2014 at 12:53

    Uma dica: Alugar o apartamento directamente con o dono e ate um 30% mais barato, ja que nao pagam nim comissão da agência, nim “despesas administrativas” que as agências cobram.
    Alguns turistas pensam que é mas arriscado alugar diretamente ao proprietário, mas considerando que a maioria das agências só se preocupam com a sua comissão no checkin e depois nunca se sabe deles, posso dizer que o risco é exatamente o mesmo.
    Eu possuo um apartamento para alugar aos turistas durante 8 anos. Você pode ver em http://www.argentinatolet.com.

    • Faah Bastos
      Reply Faah Bastos 11 de junho de 2014 at 9:30

      Mariano,
      Obrigada pela dica. Eu não procurei nenhuma informação acerca aluguel de apartamento porque não era do nosso gosto, queríamos algo que nos desse uma segurança bem maior e mais comodidade. Ao meu ver, apartamentos dão mais intimidade, mas não consigo encarar nenhuma segurança nisso. Além de, claro que se desejamos obter mais segurança e saber a quem recorrer juridicamente caso algo venha a dar errado, precisamos pagar algumas taxas nas agências de viagem, afinal, eles estão prestando um serviço. Eu acredito que com uma boa pesquisa, cada pessoa poderá encontrar a melhor opção para ela, levando em consideração os pontos que individualmente achem necessários. Como eu disse, em nosso caso alugar um apartamento – por mais em conta que viesse a ser – não representaria a nossa vontade, tampouco me daria comodidade o suficiente. Viajar assim de primeira para Buenos Aires, ou qualquer outra cidade, é sinônimo de andar bastante, visitar muitos lugares e passar o menor tempo no hotel, logo, pensar em alugar um apartamento é meio exagerado.
      E mais, não compartilho da sua opinião (mesmo a respeitando) sobre as agências de viagem, não podemos generalizar, alegando que elas simplesmente somem. Se você está fazendo propaganda dos seus serviços, deveria se centralizar em uma abordagem mais clara, pois seu comentário também se tornou carregado de enfeites. As agências não são monstros de sete cabeças querendo engolir seu dinheiro. Acredito que há muitas agências sérias, basta procurar, pesquisar a opinião do público e ficar atento a todos os detalhes. Perguntar muito, não ter vergonha de ser chato. Agora imagine, alugar um apartamento lá, e se uma das partes não cumprir com o acordo, como será? Juridicamente não é tão simples quanto ter uma agência brasileira de viagem no intermédio dos contratos.
      É apenas a minha opinião. Conheço centenas de pessoas que já alugaram apartamentos e se deram muito bem, e acho que é uma opção válida. Basta cada um procurar saber mais e não escolher a primeira que aparece.
      Fico muito agradecida por seu comentário.

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