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TRECHOS: O Doce Veneno da Ambrósia

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“Era um manancial de segredos escondidos na epiderme daquela senhorita. Ela não apenas sorria, abria uma matiz de cores diversas na ponta da língua, pincelava o céu com os adornos multicoloridos da sua insensatez. Era tão menina, suspiro de mulher, olhos cristalinos como a água virgem de um riacho esquecido. Não falava, recitava poemas inéditos de poetas defuntos que ainda teciam sonetos no além para glorificar a existência dessa singela criatura. Cabia ao meu eu ser apenas dela, um fiel escravo da sua existência ultramarina de amor, decassílaba, uma esfinge poética proposital. Tenho minhas certezas – poucas – que essa donzela é a manifestação do milagre entre nós.”

(O Doce Veneno da Ambrósia, pág. 402)

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