Crônicas e Poemas

Escrever com sensibilidade

22 de novembro de 2012

 

 

tumblr_md1qsgmhkf1r4vos5o1_500Tratar sobre a morte, o amor em seus seixos mais duros, enfiar-se na essência do que locomove as dores, necessita de uma sensibilidade mais poética. Um lirismo que não crie um impacto vulgar, forçando o leitor a fechar os olhos. Doravante, usar de um tom poético para fazer o leitor adentrar nas tormentas é conduzi-lo, de forma segura e cômoda, para a realidade. Apertar as pálpebras em um determinado momento do livro e apenas sentir, torna-se um ato de coragem. E é o escritor o dono do ônus em questão; é seu trabalho, seu ofício criar possibilidades suaves de mostrar a realidade sem despertar nojo ou desinteresse.

“Literar” de tal forma é despertar sensibilidades, nem todos pensam assim – uma pena. Eu desejo que os meus leitores suavizem mundos sombrios através das palavras exatas, das metáforas que despertam emoções distintas. Voem entre nuvens, sintam as quedas que elevarão a alma, respirem incontáveis desculpas, e, acima de quase tudo, acreditem que nem todas as noites são realmente sombrias.

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Print do livro Sol em minha Noite, pág. 21.

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7 Comments

  • Reply Flávia de Melo 23 de novembro de 2012 at 12:19

    “Eu desejo que meus leitores suavizem mundos sombrios através das palavras exatas, das metáforas que despertam emoções distintas. Voem entre nuvens, sintam as quedas que elevarão a alma, respirem incontáveis desculpas, e, acima de quase tudo, acreditem que nem todas as noites são realmente sombrias.” Tenho certeza que Sol em Minha Noite fez não somente eu, mas muitas pessoas que o leram, se sentirem assim.

  • Reply Vitória Santos 23 de novembro de 2012 at 14:18

    Sabe, concordo plenamente com a Flávia… Eu me senti assim lendo Sol em minha Noite. Nas nuvens, sabe? Bem, bem alto… Eu imaginava cenas, sentia a dor, a alegria de cada personagem, até a raiva. Eu ria, gritava e chorava. E isso é incrível, sem mais. Eu me envolvi com o livro de tal maneira que, cada capítulo que terminava, eu olhava eu redor, e me via ali, no meu quarto, na minha cama… mas não! Eu estava flutuando! Fascinante.

  • Reply Clara 23 de novembro de 2012 at 21:35

    Amei, amei o trecho que você colocou do livro. As meninas estão querendo me matar de curiosidade né, só pode. Com elogios desse to morrendo de vontade de ler longo!

  • Reply Layse Hana 8 de dezembro de 2012 at 13:14

    Acho que todos os seus textos dão uma sensação de paz, você tem um jeito diferente de escrever não sei explicar mais tudo tem um que meio poético como se você não fosse uma escritora atual, você ta mais pra alguma coisa tipo Jane Austen!!
    Em que autores você se inspira para escrever seus livros???

    Ps:Gostei muito do trecho do seu livro.

    xoxo

    • Faah Bastos
      Reply Faah Bastos 8 de dezembro de 2012 at 14:16

      kkkk, é a primeira vez que alguém diz que estou para Jane Austen. Agradeço o elogio.
      Eu gosto de mesclar prosa com poesia, acredito que a poesia suaviza todas as tensões e desgraças – naturais ou não.
      Obrigada, mais uma vez, pelo elogio.
      Respondendo sua pergunta:
      Tenho tendências a criar casos de amor com Machado de Assis, Alan Pauls, Oscar Wilde, Alejandro Zambra, David Foenkinos e Woolf.

  • Reply Natália Torres 30 de dezembro de 2012 at 15:57

    Concordo com você Faah Bastos em seu último comentário. “A poesia suaviza todas as tensões e desgraças- naturais ou não”. Eu como uma apaixonada por poesia, sei bem como; o modo como a poesia de introduz na vida de alguém muda tudo, gosto disso desde os meus 12 anos, quando fui apresentada a esse mundo intrigante, desde então sou apaixonada por todas as letras que quando unidas me fazem até chorar, enlouquecer, e sempre me ensinaram a esquecer o que a de ruim pois é vida bela, não é?
    Mais uma vez parabéns!

    • Faah Bastos
      Reply Faah Bastos 31 de dezembro de 2012 at 11:31

      Eu gosto de escrever assim, minha narrativa se fixou nessa forma de unir prosa com poesia, e confesso, não me vejo escrevendo de outra forma.
      Obrigada pelo comentário.

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