Crônicas e Poemas, Slide

Ruminar

28 de junho de 2017

Câmera Moto Z – VSCO.

As primeiras horas do dia rompem as nuances sombrias de sua barba –
Sinais de descontrole, paixão e fúria.
Caminhos seguros.
Meus dedos resvalam as ondas corpóreas de nós dois.
Transição.
Corpo.
Sexo.
Os lábios maltratados do sono se estendem na comissura de sua boca –
Tropeço;
Bebo;
Embriago-me.
Laços de anos equilibram a memória.
Perco-me nos declives de seu pescoço e venço o mundo.
O ruminar de sons, eclipse, loucuras.
Pálpebras que se cerram.
Escuridão.
Tortura.
A entrega serpenteia os olhos.
Dois corpos.
Tua barba em meu colo, ventre…
Sorrisos.
Emudecemos.
O instante se dobra e não há mais murmúrios.
Silêncio.

 

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1 Comment

  • Reply Fernanda Rodrigues 3 de julho de 2017 at 0:08

    Oi, Faah!

    Que poema mais lindo! Ele transborda sentimentos, indo além do momento físico, carnal. Seus versos transmitem o amor que há em você!
    É lindo de se ler e de se ver (uma vez que seu texto é muito imagético!).
    Acho que você deveria publicar poemas mais vezes!

    Beijos carinhosos,

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