NOSSAS FRONTEIRAS
Meus olhos serpenteiam os horizontes secretos
das fragrâncias divinais do seu mundo.
Mapeiam as fontes cristalinas da saudade
que transbordam entre trovoadas urgentes,
em nosso céu abandonado por cometas.
Permaneço fincada nos jardins
das memórias que eclodem mentiras
sobre os possíveis retornos do mesmo
crepúsculo, compartilhado com
as andorinhas negras que batem suas asas,
despertando nossos cadáveres poéticos.
Somos bastardos da palavra eternidade;
obrigados a consumir o bálsamo do
amor que se desfaz em cada lufada
de vento, batendo na porta dos nossos
céticos olhos cerrados.
E são nossas mãos, que ao desfile
de toques em corpos,
ecoam imortalidade.





