LÁGRIMAS MERENCÓRIAS

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Nessa doce imagem

Que nenhum mortal observou,

Nascem as juras da nossa paisagem

Que meu peito arrebatou.

São prelúdios amorosos

Dos carinhos amaldiçoados

Pela boca que desagua

Em mim provérbios enamorados.

Transformam-se em cataratas densas

Como manta de cristal,

Fascinações suspensas

Em olhos de menina – metal.

Indiferente, taciturna,

Uma alfaiataria de tristeza.

Aprisionada em áureas urnas

Em seu oceano de falsas proezas.

E tudo: a cor, as lágrimas merencórias,

Eram polidas, irisadas;

Líquido transparente que

Em teu rosto desaguava.

Sem vestígios, sem amor,

Nem do sol abençoado.

Partiu em sua caravela de condor

Deixando o coração acorrentado na efêmera dor.

 

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