FRAGMENTOS

Abra a janela do paraíso, permita que o céu seja emoldurado nesse canto sombrio. Deixa o vento varrer as folhas secas para debaixo da cama, ainda há tanto de nós a ser vivido. Vamos nos permitir um pouco de cada vez, sem pressa, sem necessidade em sermos grandes quando tudo que vale a pena cabe em uma única palavra – amor. O sopro do dia irá retirar a poeira das nossas memórias, fará montinho de sujeira no canto da sala. Faremos uma faxina em nossos corações, recomeçando bem devagar; mãos unidas, dedos entrelaçados, beijinhos trocados em silêncio, assim seguiremos a vida.

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