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		<title>Coragem por fora e tristeza eterna por dentro&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 22:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://faahbastos.com/coragem-por-fora-e-tristeza-eterna-por-dentro/tumblr_ly2znrzsee1qg2cwio1_1280-2/" rel="attachment wp-att-1373"><img class="aligncenter  wp-image-1373" alt="tumblr_ly2znrZsEe1qg2cwio1_1280" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_ly2znrZsEe1qg2cwio1_12801.gif" width="381" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Eu queria controlar o surgimento de novas lágrimas, mas não conseguia; elas brotavam uma após a outra, como suicidas se espargindo de um céu particular, ou por terem passado tanto tempo aprisionados em alguma nuvem naquele céu nublado, tiveram a brilhante ideia de se lançarem para a vida, mesmo que isso aos olhos de mortais, simbolizasse a morte; assim, abriam suas asas poéticas, formadas por retalhos dos restos da alma e do coração danificado pelo mundo, e ganhavam coragem para bebericar do bálsamo do céu, da sensação em voar, mesmo quando o corpo tendia a queda. Eu estava acostumada a morrer dentro de mim, para compreender o sentido da vida. Contudo, havia chegado o momento de não mais permitir morte em meus olhos, pois meu coração ansiava loucamente por renascer em cada beijo à minha espera nos lábios de quem eu amava, pois chegara ao fim – ou lutaria para ver esse fim – os meus dias de solidão fúnebre, dos meus choros escondidos e abafados ao travesseiro, visando não perturbar o mundo a minha volta com meus lamúrios de menina frágil. Eu estava cansada de ser coragem por fora, e tristeza eterna por dentro, e se a única forma de me libertar por inteira era amando, então que eu fosse completamente feita de amor para todo o sempre.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Trecho do livro &#8220;Sol em minha Noite&#8221;, em breve na versão ebook. </em></strong></p>
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		<title>[TEXTO] O tipo certo de garota.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 18:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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<address style="text-align: justify;"><a href="http://faahbastos.com/texto-o-tipo-certo-de-garota/tumblr_meb0pyblgb1qcvxkso1_500/" rel="attachment wp-att-1361"><img class="aligncenter size-full wp-image-1361" alt="tumblr_meb0pybLgb1qcvxkso1_500" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/02/tumblr_meb0pybLgb1qcvxkso1_500.jpg" width="500" height="315" /></a><br />
Extraído de &#8220;Românticos e Amargurados nossos Vinte e Poucos Anos&#8221;.</address>
<p style="text-align: justify;">Ela é meio que um tipo mítico de garota que te faz falar mesmo quando a ordem natural lhe ensinou a manter a boca fechada, mas quando se dá conta disso já é tarde demais, você compartilhou metade dos seus pensamentos com ela. E assim que ela avisa que precisa ir, você planeja uma forma de conseguir o seu telefone para dar continuidade a conversa, falar sobre os seus discos velhos empilhados no canto do seu apartamento pequeno no fim de uma rua sem muito movimento, com uma única janela; trocar informações sobre livros, e compará-la com alguma heroína que arrancou grandes convicções literárias de sua vida; falar sobre os filmes em cartazes e tecer críticas profundas sobre os gêneros e atuações em cada um deles, quem sabe até emendar um convite idiota sem outras intenções para curtir um dos clássicos do cinema dividindo uma pipoca de micro-ondas e refrigerante gelado. O tipo de garota que você bate os olhos e pensa “lá vem encrenca”, e quase sempre ela estará certa sobre as suas próprias opiniões, sem precisar enumerar argumentos fortes para lhe convencer do contrário. O tipo de garota que mesmo errada lhe fará acreditar em suas loucuras, porque falará com certeza, com o coração, e todo o seu sentimentalismo exacerbado que os outros não gostam será a melhor parte que você encontrará nela.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela dançará descalça pelo meio da rua, enquanto você continuará com as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans, sustentando um sorriso controlado, porque a sua grande vontade é dançar junto com ela, e esquecer que o mundo ao redor tem obrigações a sua espera. O tipo de garota que poderá te ligar três da manhã só para falar que recebeu a sms de um namorado, e você ouvirá todo o seu monólogo esperando pacientemente a hora que dirá que ela deveria largá-lo de uma vez e compreender que você sempre esteve ali. Mas você não dirá, e acabará enumerando todos os seus defeitos, as suas incapacidades e os mais variados motivos que a farão duvidar da possibilidade de um dia chegar a te amar. Trocarão opiniões e possíveis atitudes, mas no fim, ela dormirá do outro lado da linha enquanto você escreve um poema baseado na agonia dela ou escreverá uma canção de ninar para quando a madrugada inquietante voltar a incomodá-la. E quando ela sorri, você se sentirá na obrigação de sorrir também, só que bem mais simples, como se colasse um desenho em seus lábios, porque na verdade está mais preocupado em captar o brilho do milagre que ela chama de sorriso. Saberá com detalhes todos os seriados de sua preferência e os livros de menininha que você odeia, mas irá ler também só para ter assunto com ela. Não mentirá, mesmo que a verdade venha a doer, sempre falará a verdade, porque ela sentirá mais dor da sua pequena mentira do que da sua imensa sinceridade.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu mundo irá se renovar cada vez que ela falar inexpressivamente que sente sua falta, e você perceberá que, de alguma forma, ela precisa da presença de um sujeito estranho como você, porque servirá de escudo, almofada ou alicerce para os dias de chuva, quando ela estiver pensativa demais para explicar como se sente, pois já sabe que você é um dos poucos capaz de perguntar mais do que opinar.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim do dia ela saberá que você sempre será o melhor amigo estranho que ela poderia ter, e isso lhe soará suficiente já que conhece como é viver sem ela.</p>
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		<title>[PROSA] Os namoros não deveriam acabar através de cartas</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 14:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para entender melhor o texto, leia a primeira parte "Os namoros não deveriam acabar na madrugada". E mesmo depois que o telefone ficou mudo, não consegui me distanciar daquele momento. Paralisada continuei, deixando que a noite se tornasse abafada, reprimindo as minhas tentativas de respirar um pouco mais de nós. Naquela altura da noite não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<pre style="text-align: center;">Para entender melhor o texto, leia a primeira parte <a href="http://faahbastos.com/os-namoros-nao-deveriam-acabar-na-madrugada/">"Os namoros não deveriam acabar na madrugada"</a>.</pre>
<p style="text-align: justify;">E mesmo depois que o telefone ficou mudo, não consegui me distanciar daquele momento. Paralisada continuei, deixando que a noite se tornasse abafada, reprimindo as minhas tentativas de respirar um pouco mais de nós. Naquela altura da noite não havia mais nós, apenas eu, o telefone sem resposta e o som do bolero arranhado vindo de outro apartamento. Era a primeira vez que compreendia o meu estado de total solidão. Por isso decidi escrever a carta que devido a sua covardia não foi capaz de produzir. Espero que assim tenha consciência das lacunas esquecidas em meu coração que hoje vence um batimento novo por dia.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;">21 de fevereiro de 2013.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Eu devo começar dizendo que preciso assumir a parte que me cabe de culpa em nossa tragédia. Ter consciência que preciso, não muda o fato que terminamos, ou como você pode pensar, eu terminei com você. Mas se eu esperasse por uma atitude sua ainda estaria lhe dando migalhas, e o pior de tudo, você continuaria aceitando-as de bom grado. Você deveria ter ouvido as suas amigas, elas identificavam com facilidade os sinais da deterioração do nosso amor, as minhas escusas de sempre, os compromissos que não podiam ser adiados, mas quando eram nossos, sempre poderiam ficar para a semana seguinte. Todas as ligações não atendidas que desapareciam misteriosamente, ou a espera longa e quase insuportável que você sofria sempre que dizia o quanto me amava. Seu erro foi esperar reciprocidade na mesma escala de sentimentos. Somos diferentes, sempre fomos, e mesmo assim você cultivava esperanças. Posso diminuir algumas doses da minha culpabilidade se alegar que você errou em ter fé em mim? Eu deveria dizer que outro erro seu foi confiar em mim e não no amor. Agora você percebe que amar e ser amado estão em lados opostos da ponte? Talvez eu jamais tenha atravessado.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu quero me desculpar contigo, dizer que sinto muito por todos os beijos desperdiçados comigo; as horas de amor por sua parte, e somente sexo de mim; as lágrimas lançadas pelos seus olhos, criando caminhos jamais esquecidos; as suas vontades esquecidas e trancafiadas porque desejava fazer as minhas, justificando que por amor o sacrifício se tornava necessário. É, meu ex-bem, você também cometeu erros&#8230; Tentou ver amor em olhos que somente viam cobiça. Sempre buscando encontrar as partes boas das tragédias, em meu caso, encontro apenas você, largada com a respiração fraca, lutando para conseguir encher os pulmões com um ar mais limpo, sem resquício da minha presença. E eu aqui, inerte, deixando que você sozinha afaste os escombros da minha passagem em sua vida. Não estou sendo justo, não é mesmo? Mas me diga, há justiça nos términos? Não pense que jamais alimentei sentimento por você, nem tudo se resume em um passatempo. No instante que percebi que era amor o que eu sentia, preferi bater a porta da sua casa atrás de mim, e somente partir. Você sempre mereceu alguém capaz de amar, e eu não fui feito para amar você. Torne-se livre, por favor. Retire do seu presente o peso da minha estadia em sua vida, parasitando em suas memórias e necessidades, consumindo sua força como um elixir que somente me deixará mais forte. Torne-se alforriada da parte que machucava você: eu.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;">Do cara que você amou e terminou contigo por telefone.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>[CRÔNICA] Esses tais infernos astrais.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 23:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ano passado, após publicar o meu primeiro romance e terminar de escrever o segundo (com o título provisório de “O Doce Veneno da Ambrósia”), acredito que me esbarrei (para não dizer que fui brutalmente atingida e machucada) por uma época de total reclusão literária. A verdade é que os últimos meses têm sido diferentes, como [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ano passado, após publicar o meu primeiro romance e terminar de escrever o segundo (com o título provisório de “O Doce Veneno da Ambrósia”), acredito que me esbarrei (para não dizer que fui brutalmente atingida e machucada) por uma época de total reclusão literária.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que os últimos meses têm sido diferentes, como sair de um coma prolongado, cheio de altos e baixos, e perguntar para aquele mais perto se já é primavera ou se o meu time favorito ganhou o campeonato. Tomei decisões importantes, fiz escolhas que me levaram para estradas diferentes, afinal, não se pode continuar aceitando migalhas quando, no mínimo, você acredita que merece uma refeição completa. Mudei de casa, e isso implica que mudei bastante! Revirar os papéis que por tantos anos prosseguiram trancafiados em gavetas empoeiradas, contas antigas, documentos espalhados, até fotos de épocas passadas, quando ainda tinha cachinhos e era conhecida por Difran. Essa disposição em remexer na herança colecionada em 26 anos de vida, despertou o meu lado mais cansado. Eu sempre acabo transbordando a taça. E entre todo esse circo de mudança, caixas com meu nome e memórias remexidas, entrei em uma crise existencial com altas doses de insegurança e complexo de inferioridade. Cheguei ao ponto de questionar o porquê de alguém ler meus textos, meus romances&#8230; Digam o que for, mas sou uma escritora que nunca se sentirá completa e pronta. Por mais que os meus romances passem por uma leitura crítica, uma análise profunda, sempre acho que algo pode mudar. E nas últimas semanas para cá, os sintomas ganharam proporções escandalosas, ao ponto de me afastar de quase todos que me procuram. Por um lado, me aproximei mais dos que me rodeiam, daqueles que deixam seus cheiros espalhados por minha casa, e em contrapartida, optei (mesmo sem ter total consciência do meu ato) pela distância de tantos outros. Ressalto, claro, que deparar-me com a felicidade tão pintada e a normalidade do resto do mundo, penso que sou, no mínimo, estranha.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, me peguei elaborando um novo romance, mas acabei adiando essa tarefa. Há algo faltando dentro de mim, e por ainda não saber exatamente o que venha a ser, prefiro não exigir demais de mim mesma, não obrigar minha mente a bater na porta da casa do coração e exigir que bata cartão. Não funciono assim, e tenho pena dos escritores que se submetem a tal tratamento. Eu gosto de alforria. Respeito as minhas confusões, e se o silêncio é o único que deseja reinar em minhas linhas, que continuem vazias, e não maquiadas. Eu vivo rodeada por um mercado literário nada justo e bem desrespeitoso, mundos de escritores usando do spam para divulgar um amor incondicional por páginas escritas, combatendo os sentimentos com a quantidade de livros que andam vendendo. É para esse mesmo mercado que mostrei o dedo rebelde (aquele que sua mãe um dia disse que ficaria duro para sempre), porque não estou disposta a trabalhar pela literatura, e sim para respirá-la quando achar que a mereço. É tanta opinião, competição, gente dando parecer sem ser chamado, outros bem despreparados, que não me assusta entrar em colapso e mandar todos para a puta que os pariu!</p>
<p style="text-align: justify;">Não estou dando escusas sobre as minhas ausências em tantos sentidos diferentes. Estou apenas saltando de uma justificativa para outra, enumerando-as por aqui para ver se eu mesma me convenço – nem todas me atraem. Costumo pensar que estou sendo somente estranha e distante, vivendo em um mundo com preguiça de mundo, sem querer saber a opinião do outro que deseja discutir sobre reality show, ou aquela sua amiga de longa data que lhe procura somente para compartilhar as depredações românticas do seu casamento. Não quero ser vista como egoísta ou falsa demais, e é exatamente por isso que me afasto! Eu sou um pouco! Eu tenho minhas ranhuras, no entanto não as compartilho, e por isso as escrevo dando outros nomes. Mas que pensem de mim, tenho que guardar um tanto de energia para me encontrar, afinal, me perco com uma facilidade que assusta, e ninguém escreve perdido.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fique claro! Bem claro! Não é uma aposentadoria dos meus sentimentos, é somente uma pausa, uma quebra da imagem que todos usam, porque nunca dancei o mesmo minueto do mundo, e sou feliz assim. Estou reinventando as minhas necessidades e limpando o meu novo caminho, sendo ousada muitas vezes, e bem “braba” tantas outras. Gosto dessa minha rebeldia com sabor de amor, satisfaz a minha alma inquieta.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não se desesperem (se é que alguém sente minha falta!) quando perceberem que o tempo para mim não passou. Eu gosto dos retardos, do fim da festa, das ausências. Acima de tudo, eu me gosto, e por isso, muitas vezes, me preservo do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">.</p>
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		<title>[TEXTO] E então você se apaixona&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 13:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já tive amigos que ao se deparar com a paixão, trocaram as vias e evitaram colisões. Eu, muito certa das minhas ideologias românticas, resolvi arriscar, permitir que o trem continuasse na mesma linha, e se a rota chegasse ao fim, bem, deveria me preparar para continuar o trajeto a pé. Na teoria, a paixão é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://faahbastos.com/texto-e-entao-voce-se-apaixona/tumblr_mg6wy1ey611rkm3vio1_500/" rel="attachment wp-att-1336"><img class="aligncenter size-full wp-image-1336" alt="tumblr_mg6wy1Ey611rkm3vio1_500" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/02/tumblr_mg6wy1Ey611rkm3vio1_500.jpg" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Já tive amigos que ao se deparar com a paixão, trocaram as vias e evitaram colisões. Eu, muito certa das minhas ideologias românticas, resolvi arriscar, permitir que o trem continuasse na mesma linha, e se a rota chegasse ao fim, bem, deveria me preparar para continuar o trajeto a pé. Na teoria, a paixão é bastante simples. Não se tem muito o que pensar, questionar ou atribuir problemas. Você conhece a pessoa, descobre afinidades, seu coração dispara, passa a maior parte do tempo pensando nela, e pronto, você está apaixonado. Simples, não é? Mas como sabemos, na prática a história tem duas vias, dois transeuntes que não demonstram o que realmente estão pensando ou sentindo. É complicado ceder um pouco ou muito de você mesmo para outro alguém. Você passa a relembrar todos os tropeços e mesmo sabendo que pode se ferrar com classe por causa dessa nova paixão, já é tarde demais, seu corpo continua queimando, queimando, e a área específica do seu cérebro que dita as necessidades para o resto do seu corpo, anda soletrando o nome da outra pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Posso dizer que depois de ter cumprido algumas sentenças românticas em minha vida, e acumulado algumas depredações da alma, nada mais justo que alegar “meus malditos amigos tinham lá suas razões”. Se apaixonar é fácil, manter-se apaixonada é uma droga. A típica droga que vicia, e transforma os seus dias em tentativas – nem sempre dignas de sucesso – de dar prolongamento ao sentimento, afinal, ainda há algumas barreiras a serem vencidas antes do primeiro “eu te amo”. Algumas pessoas – e não precisamos citar diversos nomes, até mesmo o meu) antecipam essa trágica frase com poder de desencadear o despertar de erupções vulcânicas em nosso corpo, acelerando os batimentos e desejando transformar tudo em pele. Talvez aí, devido a esse “aceleramento” desproporcional, ou não muito bem pensado, derrapamos na história romântica, mudando o curso da importância e o fluxo dos sentimentos. Palavras não satisfarão, e dizer eu te amo já implica em troca sexuais de favores – pelo menos na prática isso anda funcionando para muita gente!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu devo confessar que “paixonices” já tive várias, dessas de querer grudar na pessoa e não deixá-la ir, de atrasar o elevador, de esconder o relógio para ninguém ter conhecimento do tempo passando. Contudo, paixão que tenha impulsionado o meu trem para estradas mais tortuosas e íngremes, como o amor, posso contar nos dedos, e ainda sobrarão muitos. Quem sabe eu possa alegar que sou mais feliz por ter descarrilado o meu trem algumas vezes, ao contrário dos meus amigos, para no fim ter esbarrado na trilha que me proporcionou algumas felicidades a mais em minhas pilhas de boas reminiscências. Ou dizer com toda a convicção que as minhas tentativas fizeram de mim uma mulher melhor. E você, já pensou se pegará o trem hoje?</p>
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		<title>[FOTO] O choro adormece&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2013 22:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[FRAGMENTOS POÉTICOS]]></category>
		<category><![CDATA[As Borboletas também Choram]]></category>
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		<description><![CDATA[“Eu esqueci de notar que você tinha cheiro de partida, de saudade resguardada. Eu fui uma tola por não ter notado os sinais de fogo do futuro, tentando alertar meu coração que se apaixonar por você era morrer um pouco a cada lágrima.” TEXTO RELACIONADOS:PROMOÇÃO RELÂMPAGO!!! OS BEBÊS CHEGARAM! MEU NOVO ROMANCE! DIVULGAÇÃO]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://faahbastos.com/foto-o-choro-adormece/tumblr_m9by6hpio51qcc8nno1_1280/" rel="attachment wp-att-1329"><img class="aligncenter  wp-image-1329" alt="tumblr_m9by6hpio51qcc8nno1_1280" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/02/tumblr_m9by6hpio51qcc8nno1_1280.jpg" width="500" height="700" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">“Eu esqueci de notar que você tinha cheiro de partida, de saudade resguardada. Eu fui uma tola por não ter notado os sinais de fogo do futuro, tentando alertar meu coração que se apaixonar por você era morrer um pouco a cada lágrima.”</span></h3>
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		<title>Devastações de Amor</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2013 21:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[devastação]]></category>
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		<description><![CDATA[E você se transformou em minha aquarela, sem pontes ou estradas ligando os caminhos da minha alma. Entrou em meu território hasteando sua bandeira, como um colonizador de corações, descumprindo acordos de amor, implantando sua cultura em meu povo, matando tudo que me fazia ser somente eu, para ser somente sua. E eu tentei reunir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://faahbastos.com/devastacoes-de-amor/tumblr_mg6eztzj3p1s1reu1o1_500/" rel="attachment wp-att-1321"><img class="size-full wp-image-1321 aligncenter" style="border: 0px; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" alt="tumblr_mg6eztzJ3p1s1reu1o1_500" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/02/tumblr_mg6eztzJ3p1s1reu1o1_500.png" width="500" height="313" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E você se transformou em minha aquarela, sem pontes ou estradas ligando os caminhos da minha alma. Entrou em meu território hasteando sua bandeira, como um colonizador de corações, descumprindo acordos de amor, implantando sua cultura em meu povo, matando tudo que me fazia ser somente eu, para ser somente sua. E eu tentei reunir meus melhores guerreiros para afastar suas calças largas da minha vida, seus olhos cansados do mundo a observar as frutas das minhas plantações, mas perdi essa batalha, não havia como lutar contra os seus soldados: seus lábios macios, sua voz aveludada, aquela gargalhada quente durante a noite, quando em seus braços lhe contava uma piada sem sentido, que me deixava envergonhada, e você satisfeito por ter feito do meu corpo sua fonte de prazer, e do meu coração seu abrigo. Não possuo escudo suficiente para proteger minha alma da sua invasão, por isso vou cedendo aos poucos, permitindo que adentre em cada cabana em mim, em cada gruta, revelando os meus segredos ao sol mais quente que emana dos seus sorrisos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não me importo com a devastação que anda causando em mim, e nem dessa replantação de sonhos, colhendo frutos não mais individuais, agora, coletivos em nós. Mas espero que saiba, assim como me conquistou e implantou sua colônia de dominação, me explorando por inteira, fazendo da minha história uma complementação da sua, entenda, essas terras áridas que veio a regar, anda nascendo frutos que se arrastarão por toda essa terra, e chegarão com força em suas faixas territoriais secretas. Afinal, meu amor, você plantou em mim a flor da necessidade de que sem você não tenho como viver. Faz de mim, amor, a sua única pátria.</p>
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		<title>[PROMOÇÃO] Concurso Literário</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 13:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você quer levar para casa um exemplar do livro “Sol em minha Noite” e um marcador de página? Para participar é muito simples, basta seguir as regras abaixo e responder a seguinte pergunta: “Qual o verdadeiro significado de Sol em minha Noite para você?” Vejamos as regras: Responda a pergunta “Qual o verdadeiro significado de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Você quer levar para casa um exemplar do livro “<strong>Sol em minha Noite</strong>” e um marcador de página? Para participar é muito simples, basta seguir as regras abaixo e responder a seguinte pergunta: “<strong>Qual o verdadeiro significado de Sol em minha Noite para você</strong>?”</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos as regras:</p>
<ol style="text-align: justify;" start="1">
<li>Responda a pergunta “Qual o verdadeiro significado de Sol em minha Noite para você?” em até 15 linhas;</li>
<li>Envie sua resposta para o e-mail: <a href="mailto:contato@faahbastos.com">contato@faahbastos.com</a> com seu nome completo, link do facebook, idade e twitter;</li>
<li>Respostas plagiadas não serão aceitas;</li>
<li>Os participantes devem curtir a minha página no facebook (<a href="http://www.facebook.com/escritorafaahbastos">http://www.facebook.com/escritorafaahbastos</a>);</li>
<li>Eu selecionarei as cinco melhores respostas e abriremos uma votação para que os membros da fan page possam votar na melhor;</li>
<li>A melhor resposta escolhida através de votação, levará para casa um exemplar do livro Sol em minha Noite e um marcador de página;</li>
<li>A participação é restrita ao território brasileiro;</li>
<li>As respostas devem ser enviadas até o dia 11/02/2013. Qualquer resposta enviada após a data limite não será aceita;</li>
<li>O resultado das cinco melhores respostas será divulgado dia 12/02/2013, e abriremos a votação;</li>
<li>A votação ocorrerá até o dia 17/02/2013;</li>
<li>O resultado com a resposta mais votada sairá dia 18/02/2013;</li>
<li>O vencedor terá 24 horas para enviar seus dados por e-mail. Caso não o faça, a segunda resposta mais votada levará o prêmio para casa;</li>
<li>Após a confirmação dos dados, o kit será enviado em até 30 dias.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://faahbastos.com/promocao-concurso-literario/bannerpromosite/" rel="attachment wp-att-1311"><img class="size-full wp-image-1311 aligncenter" style="border: 0px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" alt="bannerpromosite" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/01/bannerpromosite.png" width="500" height="427" /></a></p>
<h2 style="text-align: center;">Participem e boa sorte!!!</h2>
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</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>[AVISO] Resolvi mudar de editora.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 11:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[NEWS]]></category>
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		<category><![CDATA[editora]]></category>
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		<description><![CDATA[Não tenho o que negar a respeito do ano de 2012. Conquistei inúmeras vitórias, como publicar meu primeiro romance, Sol em minha Noite, pela Editora Modo Tradicional. Toda a minha vida sofreu uma drástica mudança, primeiro porque eu apenas precisava desse empurrão para confiar em meu talento e amor pela escrita; segundo porque eu não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não tenho o que negar a respeito do ano de 2012. Conquistei inúmeras vitórias, como publicar meu primeiro romance, Sol em minha<a href="http://faahbastos.com/cronica-minha-normalidade-diferenciada/faah1/" rel="attachment wp-att-1190"><img class="alignleft size-full wp-image-1190" style="border: 0px; margin: 10px;" alt="faah1" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2012/12/faah1.jpg" width="200" height="187" /></a> Noite, pela Editora Modo Tradicional. Toda a minha vida sofreu uma drástica mudança, primeiro porque eu apenas precisava desse empurrão para confiar em meu talento e amor pela escrita; segundo porque eu não queria ser uma autora, eu queria ser escritora e para isso deveria levar a sério a minha carreira, ao contrário de viver rodeada por uma manta de egocentrismo e elogios fabricados oriundos de outras entidades de caráter e inteligência duvidosas. Assim, dediquei-me ao prosseguimento da minha carreira sempre visando aumentar a qualidade dos meus escritos, minhas publicações, e por assim em diante. Quem lê meu material desde o início sabe muito bem como as mudanças afetaram bastante, e graças, de forma positiva. Terminei dois romances no ano de 2012, e ainda tive que trabalhar pesado na divulgação da minha obra e meu nome, o que tomou um tempo imenso. Foi através dessas batalhas diárias e tropeços que aprendi bastante sobre o processo pelo qual um romance, após ser aceito para a publicação, enfrenta. Não é fácil, meus caros. Confesso que antes de adentrar nesse mundo do mercado literário, eu sonhava como uma tola que tudo era muito simples, se resumiria em apenas ter o original aceito e ponto, meu trabalho estava finalizado. No entanto, em vias práticas não foi bem assim. Eu abdiquei de outras possibilidades para centralizar a minha força de trabalho no ramo literário. Vejam bem, eu era como uma criança que acabara de descobrir ser capaz de grandes feitos, mas que isso envolvia uma determinada parcela de responsabilidade, e eu estava segura sobre as minhas. Porém, para minha decepção, percebi tarde demais que as vias práticas adotadas pelas demais pessoas inseridas nesse nicho, não estavam de acordo com a minha, ocasionando um acúmulo de responsabilidade sobre as minhas costas.</p>
<p style="text-align: justify;">E como se todo esse sistema de mercado literário não estivesse satisfeito com as somas injustas que me foram empurradas, precisei me armar com muita cautela, bebericar até a última gota de paciência ­– acumulada por anos ­– para ter a qualidade e o respeito prometido diante contrato jurídico. O livro ganhou vida com seus deslizes –não devido a trama, a narrativa, o estilo, e sim a todo o processo pelo qual passou –, com prazos que não foram cumpridos, metas olvidadas devido o exagero de comodismo de outros&#8230; E a lista tende a crescer. Os mais íntimos possuem total consciência das batalhas eclodidas e das vitórias conquistadas, todavia, como uma boa indomável e uma pessoa que recebeu educação suficiente, derrubei as barreiras e busquei o melhor, não somente para a minha carreira, mas para todos aqueles que apostaram em mim, compraram o meu livro e se deliciaram com o que tenho a oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, meus caros companheiros indomáveis, passo a informação que desde o início desta semana, eu, Faah Bastos, estou com novos rumos literários em relação a editora, me firmando em um novo ambiente de trabalho. Para aqueles que estavam esperando o momento certo para comprar meus livros (Sol em minha Noite e O Doce Veneno da Ambrósia), por favor aguardem, pois não serão mais lançados pela Editora Modo Tradicional. Em breve passarei as informações do meu novo lar editorial, e adianto que já estou perto de revelar.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeço as lições aprendidas das vitórias e tropeços, e o apoio que recebi dos meus leitores. Mudanças são boas quando arraigadas ao melhor, ao que há além, e é exatamente isso que estou informando: <strong>eu mudei!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>[TEXTO] Amputados</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 15:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faah Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele repousa em meus seios usando os meus caminhos como repouso para seu corpo extenuado, afastando um tanto da correria lá fora, o mundo que dissolve as minhas palavras tristes e românticas. Ele nunca entende o motivo das minhas lágrimas seguidas dos sonetos arranhados que rabisco nas madrugadas que sigo sem ele. Se meu jovem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ele repousa em meus seios usando os meus caminhos como repouso para seu corpo extenuado, afastando um tanto da correria lá fora, o mundo que dissolve as minhas palavras tristes e românticas. Ele nunca entende o motivo das minhas lágrimas seguidas dos sonetos arranhados que rabisco nas madrugadas que sigo sem ele. Se meu jovem rapaz barbudo compreendesse o seu nato talento para destroçar meus carnavais jamais bateria a porta da minha casa, do lar moldado para caber o meu coração e a sua ausência.</p>
<p style="text-align: justify;">E sobre mim, completamente nua, desprotegida do seu charme, ele sussurra as mentiras mais óbvias diante os vítreos olhos dessa andorinha despedaçada, ainda apaixonada; e todo o tempo se torna nulo, paralisado no não prosseguir das horas, obrigando o relógio a aceitar a sua condição de coadjuvante naquela história de amor que escolhi para ser unicamente nossa. Ele narra a sua rotina e o meu ego grita, blasfemando toda a minha neutralidade, a ausência de força suficiente para mandá-lo ir.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://faahbastos.com/texto-amputados/foto2/" rel="attachment wp-att-1301"><img class="size-full wp-image-1301 aligncenter" style="border: 0px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" alt="foto2" src="http://faahbastos.com/wp-content/uploads/2013/01/foto2.jpg" width="500" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Essa densa mácula de escuridão desfragmenta-se em tons suaves na essência dos seus olhos, esconde-se nos abismos preciosos das suas reminiscências, na busca sufocante de respirar uma gota de ser a cada instante. É a queda! A queda que furta as entranhas dos seus sinônimos incontáveis para descrever o amor, na mandala repetitiva das palavras, no ápice constante das suas mentiras. Amputaram, pois sim, a sua própria misericórdia, largando a arcabouço restante de quem foi um dia sobre a manta estendida de suas dores. Pintaram o céu com as gotas azuis de seu sangue. A veia aberta não transmite mais sabores&#8230; Quem sabe a escassez das vozes reduziram o ser na solidão do presente, cobrindo as estradas com as ressecadas folhas que brotaram de seus olhos famintos. É a queima incontrolável de sentimento que evapora as suas verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu o acuso de descaso, ele de psicose. Gladiando necessidades, usando o coração como escudo, em queda-livre para as trevas dos seus lábios que ousam me despedaçar quando anseio pelo bater de asas invisíveis. E o mundo ainda continua distante de nós.</p>
]]></content:encoded>
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