Querido Diário, Slide

Controlar a ansiedade frente ao desejo de alcançar metas.

12 de Fevereiro de 2018

Eu não sei vocês, mas todos os anos eu estipulava diversas metas para o ano seguinte. Estava sempre tomada pelo espírito da renovação, mudança, recomeço. Acreditava que bastava uma bela dose de boa vontade e pronto. Ou seja, bastava desejar com muita vontade e tudo seria meu. Com o contar dos meses, as metas esquecidas se viam amontoadas o canto da boca – modificadas para caber na realidade atual, as desculpas de “foi bom assim, não queria mesmo”, “não era tão importante”, “já estou velha para essas coisas”. Aos poucos, eu permitia gastar energia em reclamar do tempo que passou e do pouco que conquistei. Eu esquecia que durante o processo, perdi o foco, desperdicei minhas forças com assuntos (e pessoas) pequenos(as), maximizei problemas… A lista é bem grande. Daí, quando se aproximava o romper de um novo ano, todo aquele ciclo de ilusão me acertava em cheio.

Eu precisava parar de magnificar os problemas, empilhá-los e achar que sozinha iria combater todo o monstro alimentado pelas minha inseguranças. Era preciso, antes de qualquer batalha, preparar o soldado; fortalecer as bases; reforçar a armadura, afinal, seriam duros golpes.  

Ano passado dei um ponto final na ociosidade, no reclamar desenfreado, no COMODISMO, na dúvida sobre minha capacidade. Eu sentei e tracei um plano detalhado. Eu precisava saber sobre as fases que envolvem todo o processo da conquista de algo. Não basta apenas querer, é preciso planejar como irei alcançar a meta. O que acontecerá depois não importa agora. Centralizar meus objetivos até um determinado espaço de tempo, evita que eu sucumba aos “e se…?”. Eu não quero saber o que acontecerá ano que vem. Eu quero X, agora preciso saber o que devo fazer para ter e me preparar para tomar posse. 

“Ah, Faah, mas não basta apenas traçar um plano.” 

VSCO – Câmera iPhone 8 plus

Sim, concordo! É preciso definir suas qualidades e como auxiliarão ao longo desse processo de conquista (usaremos como termo geral). É óbvio que iremos colocar em dúvida nossa capacidade, por isso é primordial acreditar em si mesma, ir aos poucos moldando seus saberes, (re)descobrindo seu interior e respeitando seus limites. Mas, cuidado! Esses tais limites foram impostos por terceiros? Você criou essas limitações motivada pelo medo e incerteza? Se sim, então esvazie sua mente e comece tudo de novo. Não vejo como é possível transformar sonhos em metas se você não quer confiar em suas capacidades. Todos nós somos bons em algo e capazes de aprender muito mais. Uma das maravilhas do ser humano é sua facilidade em renovação e adaptação. Não desperdice seu tempo com o medo! 

Esses tais limites foram impostos por terceiros? Você criou essas limitações motivada pelo medo e incerteza? Se sim, então esvazie sua mente e comece tudo de novo. Não vejo como é possível transformar sonhos em metas se você não quer confiar em suas capacidades.

Você precisa se conhecer. Ou melhor, permitir se conhecer. Comece silenciando as vozes exteriores. Concentre-se nessa voz baixa dentro de você que luta todos os dias para ser ouvida. NÃO CALE SUA VOZ INTERIOR! Aprenda que VOCÊ É SUA MELHOR AMIGA! Seja verdadeira diante os obstáculos. Caso não consiga vencê-los agora, neste exato instante, REINVENTE-SE! Retorne à jornada quando estiver mais preparada. Não apresse nada. Tudo acontece no tempo exato. E quem determina esse tempo? Bem, isso depende muito. Eu acredito que o tempo certo é uma soma da minha disciplina, esforço, foco e firmeza. Para você, obviamente, pode ter outra definição (não tem problema). 

“Mas já passou muito tempo, Faah.” 

Que passe! A relevância do tempo é dada por mim. É você quem determina se passou da hora de tentar, de ser (novamente ou não), de conquistar. Hoje, ao longo de todo esse processo que venho dividindo em parcelas significativas, posso afirmar que mergulhei de cabeça em mim mesma visando resgatar o que era sonho na infância e transformar tudo em meta. Tenho dias bons e ruins, em sua maioria bons. É uma jornada diária, construída de bloco em bloco. Optei por atravessar esse oceano chamado “mudança” em silêncio para o mundo, sem determinar meu objetivo, sem compartilhar a natureza de minhas vontades; mas que fique claro que a ilha que desejo se chama FUTURO e me pertence. 

Está na hora de construir a sua própria jangada, meu bem. Boa viagem

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1 Comment

  • Reply Fernanda Rodrigues 18 de Fevereiro de 2018 at 14:23

    Oi, Faah.
    Tento tentado fazer tudo isso com a ajuda da terapia. Tem sido uma jornada boa (e um tanto dolorosa, pra ser bem honesta), mas que sei que valerá a pena. Pelo menos, tenho me esforçado para isso.

    Espero que as suas metas deem certo! Estou na torcida ♥

    Beijos,

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