Crônicas e Poemas

“Colham as rosas enquanto é tempo”.

11 de setembro de 2015

Hitman, em um de seus versos, disse “colham as rosas enquanto é tempo”, acredito que se referia as oportunidades, a necessidade de encontramos nossa voz o quanto antes para desfazer os laços obrigacionais ao usar a voz de terceiros para expressar nossas visões, ideias, sentimentos – por mais tolos ou supostamente errados, ainda serão nossos; unicamente nossos.
O tempo irá passar e junto com ele a nossa capacidade de olhar ao redor sem medo, saltar de um lado a outro sem receio da queda. Quando foi a última vez que você se arriscou?
Duvido muito que a vida se resuma a resignar-se constantemente, seja no amor, no direito de existir, nas amizades, no ser livre sentindo. Uma fração de segundo e perdemos todo o espetáculo, quando as luzes se acendem não entendemos o que realmente aconteceu. A parte mais importante escapou entre nossos dedos e estávamos presos demais no medo de abrir os olhos e encontrar a verdade.
Com o tempo, compreendi que devemos olhar constantemente para tudo de maneira diferente. O mundo não é apenas o que vemos, o que a vista alcança. Somos tão pequenos diante de tamanha imensidão e ainda reiteramos a grosseria de afirmar que o mundo é como acreditamos que seja. Somos tolos arrogantes. Se acham que sabem de algo, favor olhar mais um pouco, reavaliar o dano do ponto de vista da vítima (da verdadeira vítima).
Thoreau já disse “a maioria dos homens vive uma vida de silencioso desespero”, insatisfeitos dão continuidade a bestialidade de ser apenas um corpo sem sentido ocupando um espaço qualquer. Medrosos e oprimidos, se distanciam cada vez mais da luta real e necessária de serem quem são, de calar o mundo para que a sua voz seja plenamente ouvida.

 

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